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13/03/2004 15:34
Antes de começar, preciso comentar sobre um assunto nada legal...acabei de ficar sabendo sobre a morte do Pipos. Fiquei boba. Pasma.E ainda ñ sei o q dizer.
E realmente ñ há o q dizer sobre tal perda, sobre uma pessoa q, embora conhecesse apenas virtualmente, tinha o poder de alegrar à qqer um com sua simplicidade, inteligência, amizade...obrigada, Pipos, por ser a pessoa q vc foi...adoraria conhecer suas irmãs e poder abraçá-las nesse momento,saibam q estarei aqui pra tdo o q precisarem.
Qto a mim, estou bem, ainda sinto algumas dores, mas estou feliz de estar em casa novamente e com saúde.
Saudades do blig, de todos por aqui, avidez por escrever dnovo. Sou impaciente, sempre fui...
Qndo eu era pequena, tinha uma certa sangria desatada. Sempre fui hiperativa, difícil de dormir, inquieta, ligada na tomada....mas, minha grande frustração era não saber ler. É mto difícil ter q esperar até os 7 anos para podermos aproveitar todas as maravilhas da leitura e, conseqüentemente, escrita....
Ah, a escrita....meu grande amor, minha válvula de escape, a máscara da minha timidez. A porta da minha alma, meu ser, minhas vastas idéias, confusas, complexas, entrelaçadas em meu coração, mente e emoções. Emoções que sempre guiaram minha vida e meus atos.
Até hj, posso dizer q acho impossível agir apenas de maneira racional. Afirmo e reafirmo, mesmo sendo extremamente realista e tendo uma certa quedinha pelo lado racional.
Sim, ele pode mandar....mas quem é o verdadeiro ator de uma briga de amor, amizade, ou da própria impulsividade? A emoção....e por mais racionais que sejamos, alguma vez na vida perderemos nosso controle, chorando, gritando, ñ importa...
Chorar é lindo. Ao contrário do que diz a sociedade, quem chora é, mais do q nunca, uma pessoa digna de respeito. Corajosa e segura o suficiente para demonstrar seu medo e aflição, independente de quem são seus expectadores.
Ñ sei se sou exatamente chorona. Choro de raiva, de ódio, de tristeza, mas, principalmente, choro qndo vejo ou sofro alguma injustiça. Sim, sou taxada e rotulada. É esse o preço da sinceridade, de ser uma pessoa transparente q ñ teme a verdade. O preço de ser íntegro e honesto, em um mundo com valores corrompidos pela ganância e o interesse.
Ainda na escola, nunca fui a melhor aluna da classe, nunca fui a queridinha dos professores...talvez por nunca ter comprado ovinhos de páscoa para meus queridos tios escolares, mas isso nunca me afetou. Cresci no meio de pessoas obcecadas pelo dinheiro e pela disputa, constantemente me deparava com competições idiotas do tipo quem tem o tênis mais caro da classe? ou, pior, qual o pai q tem o carro mais bonito (leiam:caro)?.
Minha família pode ser o q for, mas, nunca perdeu sua humildade. Meus avôs vieram ao Brasil ainda crianças, meu avô paterno era o irmão mais velho de uma família de 5. Cinco crianças famintas, longe de suas casas e terra natal, recém chegadas em um país que significava mais do q um pedaço de terra, e sim, um sonho.
Esse meu avô, tornou-se alfaiate aos 14 anos. Aos vinte, vestia toda a cidade de São Paulo, comprou propriedades, casou-se e construiu seu império. Infelizmente, ele faleceu e ñ tenho mais a alegria de tê-lo por perto. No entanto, ficaram as lembranças . Lembranças de um senhor simples, q aprendeu a ler com seu filho, aos 33 anos de idade, q passou de um imigrante desconhecido à um famoso comerciante.
Meu outro avô é vivo, e, tb pode ser considerado uma das gndes paixões da minha vida. Veio ao Brasil bebê de colo. Aos 7 anos trabalhava como entregador de jornais. Nunca foi à escola, ñ podia. O trabalho chama qdo se faz parte de uma família pobre de imigrantes.
Hoje, meu avô já aposentou-se, com 80 anos de idade tem uma saúde superior à mtos de 50, e há poucos anos atrás, sustentava seus seis irmãos, até que todos faleceram. Até hj é reconhecido pelas ruas do centro, por sua antiga loja de esportes, a primeira gnde em São Paulo.
E esse é um breve retrato do q sou. Da minha família. Aqui, o dinheiro sempre foi um dos últimos ítens da lista. E isso me orgulha. Sim, tenho orgulho de ñ ser mais um à pensar que sua missão no mundo resume-se em dinheiro. Há mto o que fazer, aprender, criar...o q será de uma pessoa sem saúde, sem família, amigos....sem felicidade? O dinheiro pode até comprar o mundo, mas ñ o conquista....
Obrigada à todos pela força, por todo o carinho...prometo visitar td mundo nesse fim de semana!
Cuidem-se, amigos!
Bjos
enviada por Vi
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